Registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios de consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 a.C., sendo, portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção de álcool como substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do hábito de beber ao longo do tempo.

Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como, por exemplo, o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas em sua forma destilada. Nessa época, tais bebidas passaram a ser consideradas remédio para todas as doenças, pois “dissipavam as preocupações mais rapidamente que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alívio mais eficiente da dor”. Exemplo disto é o surgimento, então, do uísque (do gálico usquebaugh), expressão que significa “água da vida”.

A partir da Revolução Industrial, há um grande aumento na oferta de bebida alcoólica, com evidente aumento do consumo e crescimento do número de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema decorrente do seu uso excessivo. (Fonte: CEBRID)